ABRINDO-SE A NOVAS OPORTUNIDADES

O 7 de Ouros emerge do Tarot como arcano de aconselhamento para você neste momento, Bela, sugerindo que neste momento é preciso que você reconheça que a vida é muito mais ampla do que muitas vezes percebemos. Muitas vezes nos limitamos indevidamente, achando que nossas opções são restritas, quando estamos redondamente enganados, ignorando a extensão de nossas reais possibilidades. Enfiamos na cabeça que queremos uma coisa, mas não nos damos conta de que há outras tantas muito melhores ao redor. Procure olhar com mais atenção ao seu redor e você enxergará possibilidades e portas que não havia reparado antes.

Conselho: Olhar pro lado é descobrir o ouro oculto!

(via PERSONARE)


Mais um vez esse sujeitos, com a certeza da impunidade, perdem o medo e tratam de fazer picaretagens e chantagens, á luz do dia… como se não houvesse nada a impedi-los… já que a lei está do lado do mais esperto, do mais poderoso. Mas é ai que a porca torce o rabo: quando o sujeito começa a acreditar que é mais esperto do que o resto do mundo.

Eu amo João, mas ele é uma unanimidade. É como achar o Brad Pitt bonito. Não tem jeito, todo mundo acha: homem, mulher, criança, até as borboletas e as minhocas se pudessem vê-lo.

Mas o João Gilberto foi o responsável por me ensinar a sua versão de uma das primeiras musicas ditas infantis que eu amei : Lobo Bobo (de infantil não tem na-da! ). E foi por causa dele também que criamos, lá em casa, o primeiro dueto meu e da minha irmã: Chega de Saudade (que a gente cantava a pedido da família, especialmente do papai.). Daí, além de todos os adjetivos atribuídos a ele pela maioria,  João virou parte da minha história…

Hoje, desavisada,  eu ouvi mais uma vez, essa versão dele pra uma musica que eu já amava, do Grande Lobo (Me Chama). E fiquei passadinha, mudinha, completamente embalada pela voz suavíssima, pelo violão minimal, pelos versos…

Fiquei matutando:  como é que o rock e a MPB, dois conceitos tão diferentes, encontraram nessa gravação uma simbiose tão perfeita?

Não é que tudo nessa vida é o jeito de fazer?

A gente aprende com tudo quanto é coisa, quando quer…

Ouçam:  

 

ZEN… ter ponderação, equilíbrio… às vezes tou tão distante disso.

Muitas vezes eu acho que esperar é a melhor opção. Silenciar, guardar, me resguardar. Poupar minha saliva, meus argumentos.  Mas termino dizendo. Falo antes do tempo certo, eu acho.

Eu devo ter alguma necessidade de verbalizar as coisas, porque não é possível… vcs não imaginam a força que eu faço pra ficar quieta.

Embora a quietude e o silêncio tb me sejam caros e tenham lugar de destaque no meu hall of fame de comportamentos e situações.

No entanto, eu oscilo e termino ficando muito menos tempo do que eu gostaria assim: sossegada.

Pode ser a época, podem ser os últimos acontecimentos ( de uns 4, 5 meses pra cá). Até meu sono tem sido breve… e leve.

Ai a criatura um dia acorda rouca ( pra bom entendedor, shut up your fucking mouth, né?) e no dia seguinte rompe os ligamentos do tornozelo direito ( e o dotô manda ficar 10 dias de pé pra cima, devidamente paramentada por uma botinha de robocop)… Quer dizer, é pra ficar quieta e calada ou o quê?

 

Preciso voltar a meditar.

 

 

Mandamentos

Amei essas tirinhas.

Cliquem correndo: www.umsabadoqualquer.com

 

 

 

Passei uma noite mezzo adormecida, sacumé?

Se não fosse o que me aconteceu na madrugada, diria que foi uma noite mal dormida… Mas escrevi um bocado de coisa. Matutei outro tanto. Escrevi um pouco, li mais um tiquinho. Ai mandei pra quem devia… e recebi essas duas respostas:

Bendito café que ocupa a mentes dos apaixonados. Para os enamorados, a noite é uma porta que une almas e mentes. Mestre sala da permissividade. Os olhos traem o gesto, mas o meu olhar é absoluto quando encontra o seu. Só existem verdades.

Os gestos são decifráveis, são comestíveis, são devoraveis, pele da sua pele. Ao seu lado eu me reciclo, me renovo, me permito. São estrelas reluzindo no meu pequeno mundo com enorme intensidade e que me fazem palpitar de alegria. Luz da esperança perdida que abarca todo meu universo.
Não tenho regras contigo, não as conheço.

E depois, um repente:

Andei tanto pela vida procurando por você
vem a vida e te mostra o que a gente fez  por merecer.
Já não esperava amar, me acostumei a conviver,
como toda a sinceridade tudo é vida com vc.

Agora, meu amor, acredite se quiser
sou feito santo, moço coberto de fé
andei tanto por ai, perdido que nem chipanzé
agora te pego no colo, sou seu para o que der e vier
Tanto tempo eu passei, agoniado sem saber
que ali, bem na esquina, eu iria me surpreender
pensei muito, muito mesmo, quase endoido de enlouquecer
agora na minha vida, posso gritar para todo mundo
que só tenho uma rainha, e essa rainha é você.

Quer dizer… num tem como chamar uma noite dessas de ruim, n’est pas?

broken glass

“Magoar alguém é magoar você mesmo ao dobro”.  Num é desse jeitinho?

Mesmo sem intenção, mesmo distraidamente, mesmo por falta de jeito. Se essa pessoa for valiosa pra mim, então… O sentimento de culpa e a vontade de que a palavra perdão tenha seiscentos braços e possa abraçar e confortar e fazer desaparecer cada movimento ou atitude que causou a mágoa… É tudo o que resta em mim.

Se você tiver a capacidade de walk on someone’s shoes e a mínima sensibilidade, assim que reconhecer o erro – a topada, a grosseria ou o que quer você tenha feito -, corra atrás do seu magoado e peça desculpas, se explique, ou pelo menos tente, se ele permitir. Sem medir esforços, eu quero dizer. Desde ir bater à porta da criatura, até sentar no meio fio aonde você sabe que a pessoa passa e ficar lá, quarando ao sol, até que ela dê as caras.

E se ainda assim a figura em questão não quiser te ouvir – estando no direito dela, aliás -, faça como eu… E publique, onde ela leia… Quem sabe, um dia.

Até lá, camarada, deal with it. Porque pedir perdão não implica, necessariamente, ser perdoado.

Ah que falta faz um botãozinho de “delete” na vida real…

I may know the word but not say it I may know the truth but not face it I may hear a sound a whisper sacred and profound but turn my head indifferent I may know the word but not say it I may love the fruit but not taste it I may know the way to comfort and to soothe a worried face but fold my hands indifferent If I’m on my knees I’m begging now if I’m on my knees groping in the dark I’d be paying for deliverance from the night into day but it’s all grey here it’s all grey to me I may know the word but not say it this may be the time but I might waste it this may be the hour something move me someone prove me wrong before the night comes with indifference if I’m on my knees I’m begging now if I’m on my knees groping in the dark I’d be praying for deliverance from the night into the day but it’s all grey here but it’s all grey to me I recognize the walls inside me I recognize them all I’ve paced between them chasing demons down until they fall in fitful sleep enough to keep their strength enough to crawl into my head with tangled threads they riddle me to solve again and again and again

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes, in “Forma e exegese
in “Antologia Poética
in “Poesia completa e prosa: “O sentimento do sublime” “

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