Arquivo mensal: outubro 2007

Fi-nal-men-te…

…Um fim de semana porreta!
Agenda cheia de coisas muito boas.

Festa sexta e sábado.
Hoje, café da manhã com filhotes, Quel e Ava & torradas francesas.
O almoço foi um oferecimento do meu personal chef do coração, Uver san, e meia trupe amanteigada. Diliça!

***

Sexta foi festão, de ficar dançando 4 horas sem parar, com direito a DJ-preferido-alemão quebrando tuuudo e com muuuuitos amigos em volta. Além de irmão e primo. Ó que raridade!

Chris veio com um set super dançante, pra cima, rebolation até não mais poder! E ele é o fofoleto de sempre. Amém!
Chegamos em casa às 7h da matina.

Lu & Danae: “perdeu, prêibói!”

***

Sábado foi aniversário da Quel, minha amiga, desde o meu 1º aninho de vida (lá se vão xis anos, fiota. Virge! Pulemos este pedaço). Mas enfim, a organizadora do eveinto, Dona Ava Maria (minha amiga-irmã tb há milênios) encomendou a módica quantia de 18 garrafas de champagne.

Resultado: tirando eu e Sabrina que não bebemos – 15 pessoas tomaram 16 garrafas! Sendo que eu cheguei às 23h e sai à 01h. E deu-se tudo aquilo nesse estrito tempo.

Calcule o prejuízo para a moral e os bons costumes, beibe!
Você não vai conseguir, mas pode ir tentando, que esse exercício é no mínimo engraçado.

Só a saideira, já com a barriga doída de tanto rir:

Íamos pro carro as cinco- eu, Ava, Ed, Quel e Malena – e o pobre do Ricardo, que nos atendeu tão fielmente a noite inteira, e que naquele momento carregava as 40 taças (porque Avinha realmente achava que iriam no mínimo 30). Eu carregava as duas garrafas que sobraram, as bolsas (sim, no plural) e o prato de bolo. Ao chegarmos ao carro, Ava se vira e diz: – “Bela…essa garrafa a gente leva pra casa… que eu ainda não to beeeeem bêbada… E essa outra a gente dá pro Ricardo.(…) Ricardo, meu bem, você é um doce… e me-re-ce se embriagar feito eu. Mas… é pra vc ficar completamente embriagado… embora eu ainda não esteja assim… é claro…”

[A cada reticência dessas, imagine a pessoa pequena – ela tem mais de 1,80m e ainda por cima fala alto- respirando fundo, fechando os olhinhos e fazendo um biquinho]

Raquel completa: “Isso mesmo, é do Ricardo! …mas…Ué, eu não vim de sapatos? Cadê meus sapatos?”

Gargalhada geral, claro.

Eu trouxe Ava pra dormir na minha casa. Beto levou Quel e as demais estavam auto-administráveis ainda. É lógico que eu não ia deixar a criatura ir dirigindo naquela situação.

Vai daí que na porta do meu apartamento, ela me diz: “- Sabe que eu to até orgulhosa de mim… de estar chegando em casa… a essa hora. Tá tão cedo… e eu nem quis passar na sinuca!”

(…ó o biquinho)

Eu dei a ela uma água tônica. E deixei um copo com umas folhinhas de boldo em infusão, de sobreaviso, na cabeceira do quarto de hóspedes.

Não quis é? Hã hã. Ela ameaçou saltar do carro em movimento, quando passamos na quadra do Área 51.

Mas isso eu nem contei pra ela.

Deixei que ela se recuperasse primeiro da ressaca moral pelo resto.

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Amigos lindos e maravilhosos

Arthur Thadeu Curado, meu querido,
vem chegando com duas estréias,
ambas no Teatro Goldoni.

(acima, Complexo de Cinderela, com Andrea Alfaia – a lôra – no elenco!)
&
(Abaixo, Existe Alguma Coisa Entre Nós, com ele e Patrícia Marjorie)

E ainda tem o tão esperado lançamento do seu livro “Dois de Paus”.
***

Sites do portfólio do meu querido PAULIN!
Confiram os outros em: http://www.beetles.com.br/web/

Spa da querida Dani, em Alto Paraíso
– Chapada dos Veadeiros/Goiás –

***

Email de convocação do meu querido Uver san:

Tenho uma sugestão de passeio bem interessante que podemos fazer juntos neste ou no próximo final de semana. Alguém já reparou essas árvores cheias de florzinhas vermelhas e/ou laranja que estão por todo lado?
Pois é … parece que esse ano os Flamboyants estão bombando mais do que nunca!!!

Que tal a gente fazer um passeio dominical juntos (estilo tranqilão) para admirar esse espetáculo?
Para traçarmos um roteiro eficiente (mínimo de gasto de carbono e impacto ambiental) precisamos que todos interessados em participar enviem para o grupo a localidade da árvore em questão. Juntos podemos traçar um roteiro bem divertido!!!

Ao escolherem seu flamboyant levem em consideração, dentre outros, os seguintes quesitos:
– intensidade cromática;
– frondosidade (use sua imaginação para entender essa distorção linguística do adjetivo “frondoso” … achei que “copa” soa futebolístico demais)
– impacto emocional;
– e outros que forem acrescentados!!!!

Enviem também sugestões para a forma mais ecologicamente eficiente de conduzirmos o passeio + data; horário; cardápio; bebidas e outros.

VIVA OS FLAMBOYANTS!!! NOSSA CIDADE E NOSSO PLANETA!!!

(uau … acordei ecologicamente inspirado hj!)

***

E a minha querida Vanessinha,
com o seu Kléber e o amigo Renato, da TMTA,
estão na produção desse incrível festival de curtas :

…Eita povo que me dá orgulho, sô!

BBV, DICAS E OUTRAS COSITAS MÁS

Chega outubro. Passa. Novembro vem chegando e a pessoa começa a pensar se vai caber no Biquini Branco do Verão. Conclui que não e dá início à indefectível Operação BBV(não é LBV, é só inspirado nela. Me deixe).

Manda os meninos comerem tooodos os biscoitinhos-dilicia-tentação-recheados-cobertos-sabor-chocolate-nozes-avelã-crocante da despensa, assim como aquele maledeto pote de Nutella. Manda os bichinhos acabarem o pote de sorvete. Entope a geladeira de legumes, verduras e frutas…tuuudo orgânico, craro. Muito chá, gelatina, sopinhas miles.

Ai, vai inocentemente à banca de jornais da esquina e dá de cara com um TOBLERONE DE QUASE DOIS REÁU?

Ai, vai na fotocopiadora perto do trabalho e vê um TOBLERONE DE QUASE DOIS REÁU?

Sai correndo pra fazer compras de material de limpeza e no caixa tem um TOBLERONE DE QUASE DOIS REÁU?

N.E: A título de esclarecimento, esse chocolatinho suiço, com pedaços crocantes de MEL, custava, até bem pouco tempo atrás, ozói da cara. Vinha numa caixinha fofoleta de papel cor de creme, com papel laminado por dentro e com letrinhas vermelhas na ambalagem… identificou no seu HD, beibe?


Esse aqui ó:

Pois. É o meu favorito dos favoritos, o melhor dos melhores de todos os doces do planeta, no meu modesto gosto. Daí, já viu, né?

***
Fogaréu nos States, cês viram, né?
Mas Mimizoca & família e a trupe californiana dos meus Ktoos estão a salvo!
Chuva, desabamento no Rio e túnel fechado e coisa tal,
mas minhas cariocas e cariocos preferidos estão a salvo tumém?
Dêem sinal de vida, amorecos!
Houston chamando!
***

Cês já viram o PROJETO MACABÉA ?

E a GAIOLA DE TUINS ?

***
Cês leram o post da Mari W sobre Babel.
Vão correndo lá, ó: http://beauvoriana2.zip.net/
Não esqueçam de botar o babador, na entrada,
e deixá-lo no cestinho ao lado da porta, na saída.
***
Ah, e eu mereci até beijocas estaladas de Roma Dewey, fios.
Tô insupooortável!

Invernada

Tempo nublado, chove, faz um friozinho gostoso.
E eu adoro andar de casaquinho de lã angorá, twin set, meias, calças compridas ou saias até o pé… e botas.

Os programas do frio são uma delícia, não são?

Filminhos, jogos, livros, comidinhas quentinhas, chocolate quente, cafés incrementados, sopinhas, caldinhos…a família toda debaixo do mesmo edredon.

E Brasília fica um deslumbramento logo nas primeiras chuvas.
Depois de tanto tempo em tons de marrom, uma profusão de verde toma conta da cidade. As flores – flamboyant, bouganville, jasmin-manga – e as mangueiras prematuramente carregadas explodem em cores, entremeando os vários tons de verde.

E eu ando pasma pela cidade.

Ontem botei meu sobrinho lindo pela primeira vez de castigo.
Com o coração apertado, mas botei.
E não é que o moleque ficou lá sentadinho?
É… aos prantos.
Ele dizia: “Papai Pedro, me ajuda! Eu tô chorando!”
E eu fiquei entre a vontade de rir do drama e de chorar do sentimento que ele ficou.
Depois fizemos as pazes.

Eu não tenho remédio.
Adoro o céu cinzento.
As nuvens pretas que passam.
O minuto antes do raio
O segundo depois da trovoada.

Eu não tomo jeito.
Adoro o aconchego do abraço.
O cheiro quente do corpo
O átimo que antecede ao beijo.
A pausa depois do amor.

Eu não tenho salvação
Adoro o som de vozes
O ritmo da palavra cantada
O tom de lamento ou louvor
E o longo silêncio do final.

Quer saber?
Eu não tenho recuperação.
Nem quero ter.

Uia uia uia!!!!

Pare com a aplicação de botox, economize nos cremes, mizifia, deixe a prástica pro primeiro semestre de 2008. Esqueça as promessas vãs de terrenos celestes. Confie em mim: seja uma boa sujeita, sorria e mobilie sua cabeça e seu espírito!

Sastifação garantida ou sua inguinorança de vorta!

ARTE NA HISTÓRIA

Abertas as inscrições do felomenal curso de Arte na História da FAL!

Peça informações aqui: artenahistoria@gmail.com
E divulgue no seu blog, se vc achar que deve. Convide seus alunos, seus amigos, seus correligionários. :o))))

ARTE NA HISTÓRIA

Aula I
Arte. Que é isso?
Algumas teorias sobre o surgimento da arte.
Pedra lascada, pedra polida.
A vida como nós a conhecemos: as primeiras civilizações
No princípio era o verbo
Dos tijolos sumerianos aos jardins suspensos da Babilônia, passando pelos gatinhos do Egito. Os números da Maloca
Tantos povos, tantas histórias: persas, minóicos, micênicos, hititas, lídios, medos, dóricos fenícios, cartaginenses e, ufa, hebreus

Aula II
Se oriente rapaz I: China e Índia
As crianças da Grécia
Os geniais etruscos
Roma e a não-arte

Aula III
Balaio de gatos: bárbaros germânicos, arte românica, gótica e a Idade Média
Construindo catedrais com a Ana Paula
Se oriente rapaz II: Japão

Aula IV
HumanismoGrandes navegações: o mundo diminui A terra é mui graciosa, tão fértil eu nunca viApertem os cintos, o Papa sumiu

Aula V
O barroco francês, Rembrandt, Bach e outras coisas do século XVII que fazem meu coração sorrir
Bebendo café com o Mauro

Aula VI
Carneirinho, carneirão: o Arcadismo Born in the USA
Eu sou Napoleão Bonaparte
Linha de montagem

Aula VII
Vizinhos Reais
Noutras palavras, sou muito Romântico
Romantismo Português, ó pá!
Eu te amo, porra! – Romantismo no Brasil
Evolução: ‘Sua mãe pode até descender dos macacos, mas a minha não’

Aula VIII
A vida como ela é: O Realismo
A Natureza é tão natural
Simbolismo
Lerê Lerê
República ou morte
Impressionante
Freud, explica!!

Aula IX
Século novo, vida nova
Espartilhos e grandes bigodes: a Primeira Guerra Mundial
Futurismo, cubismo, dadaismo: é ismo que não acaba mais
Modernismo: Brasil e Portugal
Derretendo relógios
Fazendo moda, fazendo arte
Nós cantamos na chuva
A Segunda Grande Guerra
Baby boom
O anjo pornográfico

Aula X
Flower Power, o passaporte pra revolução
As veias abertas da América Latina
Coca-cola é isso aí: a publicidade e o divino, e as malas da Carla San
Moda, cinema, literatura, poesia, arquitetura, teatro, pintura, escultura, publicidade, rádio: stress puro ou seu dinheiro de volta.
O Havaí seja aqui : internet, a nova arte e o diário coletivo
De volta à pintura de paredes: os novos urbanos

Chove chuuuva


Hoje choveu e eu entendi a Vera.
Ela disse outro dia, quando reclamei da seca, que ela não só não se incomodava, como achava mesmo linda essa cidade sem água.

É que na chuva as pessoas somem das ruas e dão lugar aos carros hermeticamente fechados, quase blindados. E Brasília é uma cidade que precisa dos humanos circulantes para se justificar como lugar onde pessoas vivem. Lindamente reta, moderna, ampla, deve até mesmo ter sido inspiradora das placas de computador por semelhança e retidão, ela se desumaniza na chuva.

As pessoas se guardam em casa, em shoppings, em teatros, nas casas alheias. Não se anda na rua, não se vê o outro. Isso é muito estranho. Não me habituo.

Vera, bora comprar um par de capas de chuva divertidas, como as coisas da Denize, e inaugurar um novo modo de viver aqui?

Capas de chuva de joaninhas, de orquídeas, de girassóis, quadriculadinhos, de ipês amarelos vão lotar as ruas da nossa cidade, com esse céu tingido de cinza. De galochas coloridas!

Bora, Vera?

VICTOR

Ele foi meu primeiro amor avassalador pra vida inteira. Eu sei que têm mães que demoram pra amar aquela criaturinha que acaba de surgir, mas eu me apaixonei por ele ainda na barriga. Chorava copiosamente nas ecografias, ficava pateta cada vez que ouvia o coraçãozinho tão acelerado batendo e, assim que ele nasceu, ainda na sala de parto, eu tive certeza que nada podia ser maior do que aquele sentimento, nem mais forte, nem mais perpétuo. E virei uma loba, uma leoa, como bem testemunha minha mãe, meio reclamando pela minha “posse”, até hoje.

Ele foi crescendo e eu fui aprendendo, percebendo, conhecendo o meu ofício-mor, a cada dia, com ele, por ele. Ele chorou muito, teve inúmeras cólicas, noites insones, febres, dores de barriga, manhas, tombos. Tiveram também muitos beijos, risadas, cafunés, abraços e colos. Aí, engatinhou, andou, correu. Vieram as estripulias e os tombos… e vieram as palavras: LUZ, a primeira. Pra meu desgosto, claro. Mas logo em seguida veio o tão esperado: mamãe. Coisa de linda de Deus a gente ouvir isso!

Quartoze anos se passaram e hoje eu tomo susto com uma voz de trovão que irrompe lá do quarto me chamando, sempre guardo uns minutinhos antes de acordá-lo, olhando praquele homenzão esticado na cama, um pé 42 pendurado pra fora do colchão, os cabelos longos e dourados…a mão que sobra na minha.

Hoje eu me seguro pra não ter um siricotico quando a namorada aparece, linda, mas é nora. Fico besta quando ele vem com os raciocínios e filosofanças, quando comenta a política, quando fala entusiasmado do Le parkou, do basquete, das patetices do espanhol…

E custo muito a crer que fui eu que fiz, sacumé?

Mas fui eu, sim!

Meu filhão lindo,

como na letra do Legião, que vc tanto gosta,”disciplina é liberdade…Ter bondade é ter coragem.” Eu desejo que você seja sempre feliz, corajoso, correto, terno, saudável e amoroso. Além de tudo aquilo que você já é e eu espero, do fundo do coração, que seja pra sempre.
Tô sempre do seu lado, pro que for. Parabéns, meu amor!

Ter 14 anos é um barato!

Divirta-se muito!

Todo o orgulho e o amor maior do mundo da sua mãe.

Dementação

(Carlos Ramón / clramon@yahoo.com.ar)

A gente percebe que a cabeça da pessoa não tá boa e anda severamente avariada quando ela, em meio a uma tempestade REAL, sonha com o amigo lindo e fofolucho…. na neve, de cachecol e luvas! Sendo que ela estava lá tb, num encontro delicioso, pero enigmático e sem razão de ser.

Como doido atrai lunático, o encontro em si aconteceu REALMENTE, no cerrado seco, dois dias depois, ocasionalmente, numa madrugada quentíssima de um sábado qualquer, em que os dois praticamente enraizaram no asfalto de tanto falarem, de pé.

Não bom!

A gente percebe que a pessoa está perturbada quando não há chá de “calomila” (como diz meu caçula) que a ponha pra dormir; quando o máximo de fome que a criatura sente se resume a uma garrafinha de água; e quando ela jura com todas as forças que entre 01h e 05h é praticamente meio-dia.

Nanananina.

E a gente conclui que a criatura avariada et prejudicada acima deu PT ( perda total, sem gracinha!) quando vê que ela resolveu arrumar TODOS os armários da casa (inclusas as prateleiras de livros e a as caixas de fotos desde 200A.C), às 2h da matina, de pantufas, pra não acordar o resto da família.

tsctsctsc

Mas como o pior sempre vem, a indivídua acima decide, depois de tudo acabado, que deve tomar um antialérgico, que afinal dá sono, porque mexeu em poeira demais… mas fica com medo de tomar remédio à toa e toma um…

CAFÉ!

Oh so extremely clever and highly skilled!