Arquivo mensal: agosto 2008

Os Jingles de Gabeira


Cara, você pode não gostar dele, pode não concordar com a plataforma, pode criticar, zoar,
dizer que não esquece o tempo que ele andava c’oas tangas da Leda Nagle, que o Pevê isso, que vc acha estranho o cara fazer campanha de bicicleta na Lagoa, que aquilo outro…uóreva, mai dárlingue… Mas reconheça que você rrramás viu, neste país verde e amarelo, um sujeito fazendo campanha sem tirar você por baixo, sem tratar você como um indigente mental, com tamanha classe, cultura, inovação. E o bom gosto,?

Ele já era, na minha modesta opinião, o cara mais elegante do Congresso (e citando meu pai, mais uma vez, não nos esqueçamos que “a diferença entre a elegância e o verniz é que o último é solúvel em álcool” e em muitos casos em cédulas). Agora, eu fiquei fãzoca da silva sauro. Deu até vontade de votar no Rio.

Entre no site e se a sua pregui não te deixar LER tudo, dê-se ao trabalho de OUVIR os fantásticos Jingles!

Clica na Foto, beibe!

África-Bahia

Sérgio Guerra fez a exposição “Salvador Negro Amor”, no final do ano passado, pelas ruas de Salvador. Eram centenas de fotos espalhadas pela cidade, em postes, outdoors, muros… Lindas!

Guardei o nome do moço.

Ai, no sábado, eu ouvi isso de meu pai…

“Aqui em Angola somos todos otimistas.
O pessimismo é um privilégio dos povos felizes.”

É o pórtico do livro de Sérgio Guerra, fotógrafo angolano-baiano, que está reverberando na minha cabeça desde então.

… eu tinha mesmo bons motivos pra gravar o nome do moço, né?
***

Falando em Angola, quem nunca leu o Agualusa, não pode perder mais tempo.

“As mulheres de meu pai” é maravilhoso!

***

Falando em África, vai ter Feira de Moçambique, aqui. Acho que em outubro… E quem vem?

Mia Couto!

aaaaaaaaaaaaaah, ploft!

Eleições Brasil 2008

Depois das Olimpíadas e durante a cobertura de Paraolimpíadas (que em breve estará no ar!), vamos finalizar a cobertura e o hotsite das Eleições Brasil 2008.

E essa é uma notícia alvissareira!


Blogueiros viram estrelas nas convenções eleitorais norte-americanas

Postado por Carlos Castilho em 20/8/2008 às 11:33:31 AM

Pela primeira vez na história eleitoral dos Estados Unidos, produtores de páginas pessoais na Web receberão tratamento VIP nas convenções que ratificarão os candidatos à sucessão do presidente George W. Bush.

E quem está promovendo a entrada triunfal dos blogueiros no circo eleitoral norte-americano é a empresa Google, que preparou instalações especiais para 500 editores de weblogs acreditados para cobrir a convenção democrata, marcada para a semana que vem, na cidade de Denver, estado do Colorado. É quase 100 vezes mais do que o total de blogueiros credenciados pelo partido na convenção de 2004.

A Google criou uma tenda especial para os autores de blogs com facilidades de fazer inveja aos profissionais da grande imprensa norte-americana. Todos os equipamentos imagináveis estarão à disposição dos blogueiros com credencial, mediante o pagamento de 100 dólares, durante os três dias da convenção.

Mais importante que isto, a Google oferecerá uma conexão especial à internet com mais amplitude de banda do que a disponível pelas emissoras de televisão. O objetivo é tornar quase instantânea a publicação no site YouTube (uma empresa Google) de vídeos produzidos pelos blogueiros, usando câmeras digitais que também serão cedidas aos credenciados.

Tanta generosidade e ostentação tornaram ainda mais intensos os comentários de que a empresa mais valorizada da internet parece decidida a aumentar a sua concorrência com os canais convencionais da mídia, usando os weblogs como instrumento.

A estratégia da Google é oferecer aos produtores independentes de informações as ferramentas digitais necessárias para que eles possam competir com os profissionais. Entre estas ferramentas estão programas como uma coleção especial de mapas eleitorais, com base no Google Maps, e especialmente desenvolvida para a cobertura da campanha eleitoral de 2008.

Além disso, os blogueiros terão à disposição um sistema de transcrição de discursos, chamado Elections Vídeo Search, por meio do qual é possível obter o texto quase ao mesmo tempo em que é pronunciado. Os habitantes da tenda eleitoral da empresa Google também terão ao seu dispor uma versão customizada do programa Google Reader, por meio da qual receberão em seus computadores tudo o que for publicado no mundo sobre os candidatos e as convenções presidenciais norte-americanas.

Está cada vez mais claro que a aposta midiática da Google está no desenvolvimento de ferramentas capazes de fortalecer a blogosfera, habitada hoje por cerca de 120 milhões de blogs, dos quais 20% a 25% se dedicam à coleta de informações variando desde noticias políticas até crônicas pessoais.

Trata-se de uma aposta cuja importância estratégica é enorme, pois está voltada para a futura configuração do ambiente midiático, o ambiente onde circularão os dados, notícias e informações responsáveis pela geração de conhecimentos na era digital.

Para a mídia convencional, é mais um desafio de peso. As próximas convenções eleitorais norte-americanas podem ser um parâmetro de comparação entre a performance de profissionais e de autônomos na cobertura de eventos onde há poucas notícias e muitos rumores de bastidor.

Quer fazer uma proposta, uma sugestão?

“Não se tolha” é o nosso lema!

Fale comigo AQUI.

Fim de semana bãozin mês’!

Ontem, apesar de ter ficado de motorista e rodado, por baixo, uns 100 e tantos km, levando e buscando filhos, eu gostei do dia.

Foi aniversário do Antônio, filho de Dedéia e Paulino, meus amigos queridos. Caio e Antônio são amigos desde sempre, desde a barriga, desde a amamentação, desde a dupla baby blue: eu e Dedéia.

Eles passaram o dia na piscina, correndo, pulando, brincando de carros de colecionador, de pegar, comeram até se fartarem, cantaram parabéns e nos despedimos.

Na saída, Caio vira pro Antônio e diz, bem baixinho:

– Se eu tivesse que fazer uma lista de amigo, você era o primeiro de todos!

Corta pras duas mães ba-bo-nas.

Olha, a gente nunca sabe o que é que vai ser, não é mesmo? Mas essas pequenas esperanças são absolutamente maravilhosas!

+++

Hoje fomos comer num restaurante Paraibano, o Mangai. Bonito, mas en-tu-pi-do de gente. Delicioso. Mas grande demais da conta. Ficou uma sensação estranhíssima. Não sei definir. Não sei se eu volto.

O melhor do dia foi ter pego minha passagem para Sunpaulo!

Meninas, plástico bolha, hein?

+++

Pra começarmos bem a semana, taí um poema da minha ídola herdada, Adélia Prado.
É… A coisa lá em casa é hereditária, beibe.
…essa foi Martha que mandou pra Mani e ficou impossível não postar.
Três mulheres maravilhosas. E que moram no meu coração.
Quatro com minha mãe, no pódio, que me deu Adélia de presente.

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta,
anunciou: vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza
e ora sim, ora não,
creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.
Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável.
Eu sou.

Adélia Prado

Da série: post dedicado ou THAT’S JUST WHAT YOU ARE

Como o embedding tá fora de questão. Quem quiser que vá lá e veja.
Eu tô vendo no repeat…porque eu adoro, porque eu tava precisando de alguém que corroborasse*, sabe?
Porque tem uma hora que a gente cansa de dar crédito, de fazer o papel de quem seee-ee-eeempre compreende, de quem mesmo com a repetição tola do erro, vai lá, abraça e fala uma, duas, 33, 75, mil vezes, com o melhor dos sentimentos, compreende?

E a pessoa com aquela eterna cara de “eu sou uma merda tenha pena de mim”, ou de “você ta louca insana e não sabe do que está falando”, chega a suspender as sobrancelhas de espanto, como se fosse A Maior Surpresa aquele assunto!?

Abusei… Você abusou, pra continuar na linha de post-musical!
E eu me demito. No quiero más hablar, mano véi.

…E ela veio, sooo lightly, soooo softly, tão mais inteligente do que eu, e disse tudo. Como tantas outras vezes.

Com vocês, meus queridos, Aimee Mann!

CLIQUEM AQUI!

Quem quiser acompanhar
(porque vocêzinho não precisa de legenda pra entender este post. Mas o grifo é mais para tu, tatu, do que todo o resto da música. Aliás, né não. Leia tudo, decore, cante no chuveiro por uns bons dias e depois…depois blé!), tá aqui:

In our endeavor
We are never seeing eye to eye
No guts to surface
So forever may we wave goodbye
And you’re always telling me
That it’s my turn to move
When I wonder what could make the needle jump the groove
I won’t fall for the oldest trick in the book
So don’t sit there and think
You’re off of the hook
By saying there is no use changing
Cause that’s just what you are
That’s just what you are

Acting steady
Always ready to defend your fears
What’s the matter with the truth
Did I offend your ears
By suggesting that a change might be a thing to try
It would kill you just to try and be a nicer guy
Its not like you would lose
Some critical piece
If somehow you moved point A to point B
Maintaining there is no point changing
Cause that’s just what you are
That’s just what you are

Now I could talk to you till I’m blue in the face
But we’d still run around the very same place
With you running around
Put me out of the race

So maybe you’re right
Nobody can take
Something older then time
And hope you could make it better
That would be a mistake

So take it just so far
Cause that’s just what you are
That’s just what you are
That’s just what you are

Acting steady
Always ready to defend your fears
(That’s just what you are)

What’s the matter with the truth
Did I offend your ears
(That’s just what you are)

When you’re sleepwalking it is a danger to wake you
(That’s just what you are)

Even when it is apparent where your actions will take you
(That’s just what you are)

And that’s just what you are
And that’s just what you are
That’s just what you are

*Inaraaaaaaaaaaaaaaaaaaa, cadê vc?

A terra pede Chuva …moi aussi

“Traga-me um copo d’água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d’água
E os meus olhos pedem teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede teu amor
Se não me deres, posso até morrer”

Quando eu começo a sonhar com a chuva, entendo que bastou, sabe? Deu! Não só do tempo, do clima…Mas de um bando de sêcas na minha vida.

Não costumo reclamar, me lamentar, ficar rodando em torno de alguma coisa que me incomode, até porque não tenho muita paciência. Num tenho muita tolerância pra esses pântanos. Minha alimentação é solar, minha cabeça, idem e meu coração deve até fazer fotossíntese.

Porque, olha, de poço eu só quero saber se for artesiano, se for pra jogar moeda ou pra dar uma nadadinha, dependendo da qualidade.

…mas que o clima PEDE chuva, ah pede!

RONALDO PAIXÃO

(Ronaldo na praia da “sorte”)

A gente herda um mundo de coisas de pai e mãe. O cabelo liso, a boca carnuda, um Wagner, Caetanos, vestidos puídos feitos à mão, regras, comportamentos, broches, poetas preferidos, padrões, sapatos, chapéus, sotaques. Aprende a tratar as pessoas, a ser gentil, a ter dignidade na derrota, a não ser besta na vitória, a dar valor ao que importa. Recheia a cabeça e o espírito com coisas que vêm claramente deles… Mas a gente herda, se tiver muita sorte, mais muita mesmo, um amigo precioso pra rechear o coração. Do tipo que desde sempre esteve lá, que já andava meio misturado na família, que aconselhava nas crises, comemorava as vitórias, dava livros de presente nos momentos de “retiro”, que reconhecia ao ver meus filhos uma emoção legítima, que tinha um olhar doce e indomável pro mundo… que tinha um espírito capaz de transformar, com poucas e certas pinceladas, o feio em alguma coisa que valesse a pena botar atenção. Um cara que olhava pro meu pai do jeito mais puro e verdadeiro, que sabia dizer que o amava. Que quando viu meu filho recém-nascido deixou cair uma lagriminha trêmula e um riso largo “que lindo esse gene dominante”. E esse cara, que de bônus me disse um dia que “nada na vida devia ser levado tão a sério que merecesse a minha infelicidade, nem mesmo a morte de um amor, nem a desistência, nem a falência do afeto ou a negação. Nada disso tem o direito de me fechar o coração”…esse cara morreu ontem (11 de agosto) de manhã, depois de ter repetido, ainda no domingo, uma única palavra, vezes sem fim: ” a sorte, a sorte, a sorte, a sorte.”
Meu pai escreveu o seu Réquiem.
Eu me calo.

RÉQUIEM PARA
RONALDO PAIXÃO

Sofro com a sua morte

uma das maiores desgraças

que se pode sofrer nesta vida.

Perdi alguém que me conhecia

e me perdoava. Alguém que me amava.

Com menos talento e generosidade,

eu também o conheci e o amei

– mas nunca precisei perdoá-lo.

***
A família de Ronaldo Paixão espera você para sua cerimônia de passagem, no dia 13 de agosto de 2008, às 10:00 da manhã, na Capela do Crematório Jardim Metropolitano. Cemitério s/n -Parque Araruama – Vaparaíso de Goiás.
RENOVAÇÂO

Já não falarei
de dor e de sofrimento
porque já não os sinto
em meu ser.

Falarei somente de um sentimento
que domina a mim
e a meu pensamento
do amanhecer até o anoitecer.

Falarei nisto, dia após dia,
neste algo, que agora sinto,e não sentia,
quando de minha vida
era o amanhecer.

Foi que passei por sobre o tempo,
caminhando contra o frio e contra o vento,
numa ânsia louca de viver.

Ronaldo Paixão, aos 13 anos – 1967