Arquivo mensal: fevereiro 2009

Discurso do Obama no Congresso – 24 de fevereiro

Obama na sessão mista do Congresso norte-americano. Quanta diferença…
Foi aplaudido de pé, muuitas vezes, e deu serviço pros caras. Botou ordem no galinheiro, literalmente. No final, os congressmen viraram tietes: de programinha na mão, pediram autógrafos sem fim.

Belo discurso, bela postura, belas propostas!

Mais uma vez, eu fiquei “Uau!” (by Ela, a Beauvoriana). Watch this:

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81st Academy Awards e outras cositas más…

Corre pra TNT ( canal 48 na NET), pra ver o Oscar, fiote.
A Grobia optou pelo Carnaval. Como se não bastasse meu espírito desolée com essa folia de momo…
Pense comigo: vc ta de plantão o Carnaval inteirinho, faz um sol baiano na sua cidade, seus filhos estão de folga, seu marido viaja pra trabalhar, os blocos e escolas e demais manifestações carnavalescas no arredores não passam de sofríveis… vc estaria pulando vestida de colombina? Não, né? Tá.

Então, vamos lá, assistir o Hugh Jackman, com seu delicioso sotaque australiano, apresentando o Oscar ( se o Rubens Edwald Filho e seu cardigãn pistache – ou goiaba?- deixarem a gente ter o prazer de ouvir alguma coisa, pois não?) E CANTANDO E DANÇANDO!!!

Bom Oscar pra nós.
E bom Carnaval pra quem é de calçar as pantufas de jaca.

***

Eu ouvi um cara que eu considero bastante dizer que ninguém foi feito pra viver só ou triste ou no sofrimento, que isso é uma opção e blablabla caixa de fósforo…

Tou até agora com a cara de “Como é?”.
Ah, a generalização…

***

O que eu queria agora?
Uma casinha num lugar friozinho, com cachu perto, com os amigos, um trekking no mato pela frente, uma cozinha americana onde se pode beber, cozinhar e conversar… um bom chuveiro, uma boa cama. E só. É muito?

***

“Dai-me equilíbrio, Minha Nossa Senhora da Bicicletinha” foi a melhor de 2009, ‘till now.

Bardem… ou Vicky Cristina Barcelona

Atrasadona, eu sei. Assisti ontem Vicky Cristina Barcelona, do Woody Allen.
Além dos atores magníficos – Scarlett Johansson, Rebeca Hall, Penélope Cruz, Patricia Clarkson, Chris Messina e o avemariaseelemeolhadessejeito Javier Barden -, o enredo é aquela coisa Woodynesca de sempre: relações que não dão certo, conflitos, amor/desamor/amordemais, o que é aceito e o que não é, mas deveria…bem Woody.
Mas é uma delícia de se ver. Diálogos ótimos, atores que se entendem, se puxam e se completam, locações inacreditáveis (a Espanha é um deslumbramento, né? Combinemos…) trilha sonora de-cho-rar! E ele, né?
Javier, meu noivo, lindo, inteligente, sensível, e oooooh sooooo latin lover!

Se em Mar Adentro eu já passei mal e ele nem andava…imagine nesse que ele parte pro ataque?

Procrastination, the movie.

Eu amo esse blog. Ele é um dos que eu vou, de tempos em tempos, pra me inspirar e roubar idéias, descaradamente. Mas acho que o ponto deles é esse mesmo… é onde eles me pegam.
Hoje eu assisti esse vídeo, que me traz uma das coisas que eu mais de-tes-to fazer, mas vez ou outra me pego fazendo. Não tem nada que me dê mais agonia. Não tem nada que me deixe mais inquieta e insatisfeita. Acaba sempre com a uma sensação de que eu fiquei devendo alguma coisa pra mim mesma… péssimo. Mas acontece… blé.

Um escafandro, uma borboleta e alguns litros de Milk

Tava com uns filmes na minha lista e fiquei ouvindo opiniões conflitantes que só me davam mais vontade de ir assistir. Como eu já tinha aberto os trabalhos com Benjamin Button, não custava manter o ritmo. E lá fomos nós.

Horário e dia pra cinema, na minha vida, só quando a Santa Conicidência permite. Entonces, o que deu pra ver primeiro foi “O Escafandro e a Borboleta”, de Julian Schnabel. A história verídica de Jean-Dominique Bauby (Jean-Do), ex-editor da Elle francesa, que sofre um AVC, aos 43 anos, e passa a se comunicar por meio da única coisa que lhe resta: UM olho – e é por ele que veremos todo o resto do filme.

O papel de Mathieu Amalric (Jean-Dominique Bauby) é sem dúvida dificílimo. Eu ficava imaginando quantas horas aflitivas e doídas fisicamente ele deve ter passado durante as gravações e o retiro de silêncio que lhe foi imposto… Mas, pra mim, “O Escafandro e a Borboleta” é um filme de atrizes. Um filme de mulheres pra dizer melhor.

Fotografia belíssima, trilha sonora impecável(trazendo Tom Waits, Velvet Underground e a clássica La Mer, de Charles Trenet, entre tantas outras que eu não identifiquei, mas amei) e uma sensibilidade para retratar mulheres com a delicadeza e o realismo que elas merecem. A fisioterapeuta e a primeira-mulher de Jean – que a minha santa ignorância impede que eu saiba os nomes – orbitam pelo filme, trazendo doses inacreditáveis de paciência, dor, criatividade e amor. As duas juntas são as fundações e a poesia na vida dele depois do acidente. É um filme francês da cabeça aos pés: lento, doído e profundamente belo.

***

Ai pronto. O bichinho do cinema me mordeu (de novo, novamente, mais uma vez) e eu corri pra ver MILK, de Gus Van Sant, na primeira chance que tive.

Sean Penn de Harvey Milk está espetacular! Eu chorei mais do que em todo os outros.

Harvey Milk foi um ativista gay norte-americano, o primeiro a conquistar um cargo político, como meio de defender seus direitos. O comprometimento, a ideologia, a força, a coragem, a retidão e o humor desse cara me tiraram o ar muitas vezes durante o filme. Ele é, além de tudo, absolutamente original, ele mesmo, o tempo todo, em qualquer lugar, até na Câmara, até na desgraça, até na vitória.

Indicado ao Oscar de 2009 em 8 categorias – Melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Sean Penn), melhor ator coadjuvante (Josh Brolin), roteiro original, trilha sonora original, figurino e direção – mesmo que não fosse pelo prêmio e o burburinho que um filme atrai sendo indicado, vale a pena assistir e sair do cinema com aquela sensação de que o que a gente queria mesmo era ter mais Milks no mundo.

Como não se pode deixar o mico passar sem puxar o bicho pelo rabo, a minha amada-inominável-míope-preferida, diz bem alto: “Nossa, como o menino de Studio 54 tá lindo, né? E num envelheceu nadinha!”

E as outras amigas, fofas, doces, que deviam ter lhe dado um pescotapa e perguntado onde raios ela deixou as lentes: “mininaaan, parece muito mesmo. Mas sabe que não é ele?”. Sorte dela que eu tava 3 poltronas pra lá.

Mas vejam bem se ela não tinha razão pra confundir:


(Ryan Phillipe, em Studio 54)


(James Franco – o do cantinho -, com Sean Penn, em Milk)

Mais um Meme da série "Não existe pecado do lado de baixo do Equador"

… ou manda quem pode, obedece quem tem juízo.

A minha irmã, Signora Inzaghi, me pediu pra contar 6 coisas secretas (ou nem tanto) sobre a minha vida.

1- Eu só gosto de acordar com o despertador ou beijinhos (hehehe). Se vc disser: “Gabriela, acorda!”, capaz do meu dia começar acabado!

2- Eu tenho frouxos de riso e choro com muita facilidade, na vida real e na ficção.

3- Eu sou capaz de manter intacto um sentimento por muito muito muito tempo. O que mais durou foi bom, tem sido bom, é muito bom. Amém!

4- Eu tive dois partos normais (um deles Natural) e amamentei três crianças.

5- Eu canto muito em casa. Eu canto no banho, eu canto cozinhando, eu sempre ninei meus filhos cantando músicas que não são as comuns de ninar…mas sabendo sempre que não tem nenhum adulto pra ouvir.

6- Eu já passei 1 ano numa cadeira de rodas.

Meme com a 1ª letra do meu nome…


(*Garoa provoca batida e causa 15km de engarrafamento no DF – ho ho ho)

Claudin convidou. Irmã convocou. Amigas tb entraram na dança.
E eu que num sou besta vim obedecer, bem direitinho, em duas versões pra num dar bololô!

Taí ó:

1. Como você se chama? Gabriela – Bela

2. Uma palavra de quatro letras: Gato – Bolo

3. Um nome masculino: Guilherme – Bernardo

4. Um nome feminino: Giuliana – Beatriz

5. Uma profissão: Garçon – Boleira

6. Uma cor: Gris – Bege

7. Algo de vestir: gravata – bota

8. Uma bebida: Guaraná – Bourbon

9. Uma comida: Guariroba – Bala

10. Algo que se ache no banheiro: Gel – Base

11. Uma cidade: Guarajuba – Berlim

12*. Um motivo de atraso: Garoa – Batida

13. Um grito: Garooota!!! – Bocó!!!

14. Uma cantora: Gal – Bebel

Presença

Tenho cá comigo
nós dois
depois daquilo
uma poça de sangue
um sangue que não coagula por nada
nem de medo de uma morte
e por essa sorte
e benção
o que jorra de mim
é insuficientemente vermelho
e não dá pra matar
nem respira da vida
nem sangra, não mancha
ou faz minha história
porque meu sangue é poça
poça que não coagula por nada
escorre pra todo canto
e continua cá,
comigo

André Jerico

Esse moço tá cada vez melhor.
Mas ele anda bissexto, sabe?
Acompanhem e entrem na campanha”Volta pro Blog!” que eu comecei, porque a gente me-re-ce ler essas coisas lindas todo dia!

Frases

eu amo esses recadinhos estranhinhos com desenhinhos!
Quem mandou não disse de quem era.
Quem souber, apite, s’il vouz plaît.

***

Se você tem um grupo de amigas, você sabe que é humanamente impossível manter uma conversa por meia hora sem que elas apareçam: aquelas frases geniais, engraçadas, que entram pro seu vocabulário e, depois, tome explicar pros demais. É que elas proferem essas coisas como quem diz ‘alô’ ou ‘bom dia’, né?
Tai, uma lista das frases mais legais das minhas capanhêras – só de hoje!

Mas ó, essa vida é ficção e fantasia. Toda e qualquer semelhança com fatos é mera coincidência.

“É melhor dar a Zé do que dar azar.”

“Pega fogo, cabaré!”

“Ele tem aneloma na mão esquerda com metástase (casado com filho)…prognóstico fechado”

O melhor make-up: “acordei e comi uma fruta”

“Bem-vinda ao lado liso da força”

“Tudo depende do elã”

“Respire, coma um chocolate e ria da ilusão alheia”

My lovely inbox Vol. CXXVIII – ou como é bom ter essa criatura por perto…

… ou o poder do afeto virtual na mudança do humor.

Logo de manhã, numa terça que promete, eu recebo isso ó:

“Eu tou fazendo dança de salão!
Ontem foi a segunda aula! Tou dançando com a desenvoltura de uma vassoura com artrite, mas eu chego lá!!! tem bolero, soltinho e samba de gafieira. pense.
o fessor quer que eu libere minha globeleza interior.”

Amoreca, brigada. Essa risada matinal salvou meu dia
***

O Daniboy comprou um brinquedinho que grava uma mensagem de voz e tem um sensor de movimento… ai, né?

Ele gravou: “Olha o avião!”. E pregou o bichin’ na porta da minha sala.

Já tô com a barriga doendo de tanto rir.