Arquivo mensal: junho 2009

Santa Insônia – ou a Incrível Arte do Brainstorm na madrugada

Costura

É. Tô com insônia. A casa inteira dorme – Gaia inclusa babando aqui debaixo do computador. Victor diz que o som do teclado é calmante pra ela. Só pode.

E, ah! Tou precisando de um Pai de Santo, um Hindu da pesada, um Ser Iluminado, um Mestre Espiritual…qualquer nêgo desses que faça uma sessão de descarrego, que trabalhe com desobsessão, que reze a casa, que mande a família toda tomar banho de erva… sei lá! Sério mesmo.

É que como diz minha amiga Marlize: “A vida dá vodkas!” E meu irmão se apossou das dele, on the rocks,  e…  ‘plaft’, se espatifou no chão, quebrou a clavícola e fez um edema gigante no joelho. Resultado?

A tarde todinha no hospital, entre exames e médicos. Ta indo pra casa agora…

Eu hein! Marido disse que ele precisa de um profissional, “mais ou menos nos moldes do Encantador de Cães”! hahahaha Pelo menos a gente se diverte, né?

Anfan, com a insônia, quem vêm? Minhas minhocas!!!

“Pôxa, minha prima veio da Inglaterra. Há anos que a gente não têm tempo só pra pôr o papo em dia, saber uma da outra. Tou devendo isso a nós”.

“Nossa! Preciso ver mais meus avós. Tou com saudade! Preciso voltar a visitá-los com mais frequencia, como antes…”.

“Preciso voltar pra Yoga, pro Pilates…alguma coisa que me faça bem assim.”

“Preciso resolver questões chaaaatas com a Fulana. Mas não posso mais deixar como está. O equívoco da pessoa chega a níveis assustadores e tá caminhando pra lascar a vida dela e de quem estiver perto…”

E pra variar, coisas que eu sempre quis vêm me cutucar, com um pequeno erro de timing. Mas fazer o quê, né mesmo?

Há dois anos que eu penso em procurar uma professora de “Corte e Costura”, afinal, herdei a máquina de costura de minha avó. E há mais anos ainda quero fazer Dança de Salão com meu marido. E tem mais tempo ainda, que já nem lembro, que procuro um curso de dublagem que preste nesta cidade. E agora, neste exato momento Iron Man da minha vida, eis que pipocam todas as coisas.

Marido me chega, como quem nada quer e manda: “Vamos fazer Dança de Salão!ÊBA!” – O Mais Animado Do Planeta e  Cercanias da Via Láctea, meu bem.  Tá?

“Acho ótimo! Que delícia!”, digo eu. Só vou ali fazer um empréstimo de horas com meu Gerente Superior. Vai ligando na Academia, amor, que eu te encontro lá!

No outro dia, me liga uma amiga da Igreja de minha outra avó. “Oi, Bela! Tudo bem e tal(…). Sua avó me disse que vc quer aprender a costurar. Tou te ligando pra oferecer o curso. De graça. Começa semana que vem!”

Mas ainda tava fácil de administrar, lembrando que as férias dos meninos começam semana que vem. Me liga um sujeito hoje e diz: “Vc não quer fazer o curso de dublagem? Vai ser a última turma do ano com fulano, hein? Cinco pessoas por turma, hein? Tua empresa vai bancar, hein? Começa dia 29!”

E eu?

Bom, preciso acordar, às 6h da matina. E, de preferência, gostaria de dormir pelo menos umas 4 horinhas. Dá pra ser?

Living La Vida Loca…

(Eu ia postar o meu amado Cazuza cantando Vida Louca Vida, porque de mau gosto basta o título, mas o sistema caiu e o YouTube mandou dizer que “is down for maintenance and will be back shortly”)

Então…

poisé.

Eu tou, meus queridos, numa correria de fazer dó. Aliás, Dó, com maiúscula. Mais eu com Dó de mim mesma do que Dó alheio, por favor – coisa que eu abomino e ando trabalhando pra sanar, sabem?

Trabalho tá bão. Corrido pra xuxu, mas bão.

Filhos tão quase 100%. Marido tumém.

mas a Dona Gaia, minha cã, foi se meter a besta com uma Galinha D’Angola, vejam bem vocês… e tomou-lhe uma bicada de arracar um triângulozinho da orelha direita. Já há uma semana que a bichinha corre, sangra; pula, sangra; fica felizinha e agita o rabinho, sangra. E tome pomada cicatrizante e tome antinflamatório, e tome água boricada e água e sabão todo dia no ferimento… Enquanto tomo eu uma conta de quase 300 petrodólares da veterinária, claro.

Então, pra desfecho dessa correria, tou tentando me ver livre de uma tabalheira, pra ver se viajo em paz no mês que vem. Pelo menos 5 diazinhos, no Rio, com minha rimã, minhas queridas amigas do coração, Claudin, Gigio, Dudu, Marido. Cinco diazinhos de paz e amor aos pés do Pão de Açucar, na Lapa, em Laranjeiras, com a minha adorada Beth. No jardim Botânico e na Colombo do Forte com minha amada Tela Maria. Aprendendo tudo de mãos dadas com NaPaula. Fazendo farra, sim, por que não?

Ai, quando menos se espera, filho caçula tasca um xixi vermelho no vaso, quase meia-noite. E eu desando a imaginar as piores pestes. Óbvio. Entre levantamentos de comida de festa junina, inquéritos da alimentação na casa do amigo e coisa e tal, surge a paranóia. Lá vamos nós ligar pro dotô, coitado: “desculpe o adiantado da hora, mas xixi vermelho é de matar!”.

Ele manda colher urina, levar pro laboratório, fazer exame de sangue pra Hepatites variadas… Sai o resultado, o menino não tem nada, com a Graça de Deus Pai Todo Poderoso! E eu não tive uma recidiva da gastrite! E  Viva Nossa Senhora do Omeprazol!

Tá explicado marromenos meu sumiço?

Tou de volta. É isso.