Arquivo mensal: fevereiro 2010

Abraço, preguiça e twittadas

Sabe o que é abraçar uma pessoa?

Num tou falando de dar tapinha nas costas ou do abraço social. Nada disso…

Tou falando de abraçar no sentido mais ‘Full’ possível. Xô ver se eu explico melhor…

Eu abraço pessoas que eu amo. E eu amo as pessoas que abraço, assim, com tudo, quando eu abraço e me sinto abraçada, sabe?

Quando a gente sente que quer aquela pessoa por perto, durante a vida. Quando a gente sente que naquele contato frontal, que passa do olhar ao movimento de receber essa pessoa no seu coração, peito com peito, calor, plexo… Sabe o que eu tou falando?

Não é de amor sexual. Nem de abraço sensual. Pode até passar por isso. Mas é além.

É um entrelaçamento, é uma declaração de que você recebe aquela pessoa daquele jeitinho que ela é. É uma aceitação amorosa, é um jeito de dizer pra pessoa e constatar em você, sem uma única palavra, que a gente ta se acompanhando, daqui em diante. E que não tem que ter medo, porque mesmo que haja uma discordância, uma briga, um momento mais tenso, menos doce… A gente sempre vai ter aquele abraço.

É apesar de qualquer coisa. É sobre todas as coisas.

Acho que esse ABRAÇO devia ser grafado sempre em azul, em maiúscula, com letra cursiva, pra ser grande, arredondado, confortável e amoroso… comme il faut.

***

Num sei quem foi que me perguntou o que me dá preguiça…

É porque eu tou numa fase assim: se eu tou com preguiça, eu anuncio aos quatro ventos, enfaticamente, “tou com preguiça agora, dá licença?”.

Beibe, 13 anos de cuidar de casa, filhos, marido, escola, trabalho, de mim, da cachorra, dos amigos e de tudo mais, sacumé?

Tou me sentindo no direito total e completo de ter preguiça e curtir a bichinha aos estertores.

Bom, então…

Tenho preguiça de gente que chia. Sabe a Bonequinha Reclaminha Miadinho da Estrella?

Pior que isso só tatibitati…

Tenho preguiça de gente muito combinadinha (camisa, cueca e meia + sapato, cinto e carteira, por ex.)

Tenho preguiça de manuais e de cantores que berram.

Morro de preguiça de quem fala muito devagar.

Passo maaaal de preguiça de gente que me pede muita explicação ou que me faz detalhar demais.

Tenho preguiça mortal de enólogos – salvo raríssima exceções.

Se me pedir pra arrumar os armários e as gavetas de documento, é capaz d’eu ter uma síncope de preguiça.

Tenho um pouco de preguiça todo dia. Ao acordar e depois do almoço, então… vixe. Tenho que me espichar que nem lagartixa pra levantar.

Tenho uma certa preguiça de gente ansiosa, embora muitas vezes me compadeça, por pura identificação.

Tenho uma preguiça, seguida de uma falta de paciência total, irrestrita- com direito a riscar a pessoa para-todo-o-sempre-amém da minha lista de convivíveis (existe isso?) -, de gente grosseira, mal educada e/ou com aquele ar de superioridade sem explicação.

Deve ter mais coisa que me dá preguiça.

… Tem umas pessoas que, só de ouvir o nome, me dão preguiça.

***

Cês viram o Dalai Lama, de alma e osso, no twitter?

www.twitter.com/dalailama

Mas os que têm me divertido mais ultimamente são:

www.twitter.com/lagartazul & www.twitter.com/naoehamor

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Memória auditiva

Eu não gosto muito dela, não. Mas a gente tem que reconhecer a técnica da moça…apuradíssima. Vê-se que ela tem berço e mamãe fez um ótimo trabalho, né?

Ela coloca a voz em cada notinha, com perfeição. Embora eu não goste muito do tom, sei lá… uma coisa meio agudinha demais pro meu gosto. Falta uma potência…sacumé?

O que me pegou mesmo foi ter escutado de novo essa música, depois de taaaanto tempo. Eu devia ter uns 10 aninhos quando ouvi pela última vez.

Vieram muitas lembranças e sensações. Umas coisas de cheiros e lugares que eu estive e revisitei só de ouvir isso. Tão bom!!

Warning: cola no player mental.

Olha a letra:

Rumo
Estrada turva

Sou despedida
Por entre
Lenços brancos
De partida
Em cada curva
Sem ter você
Vou mais só

Corro
Rompendo laços
Abraços, beijos
Em cada passo
É você quem vejo
No tele-espaço
Pousado
Em cores no além

Brando
Corpo celeste
Meta metade
Meu santuário
Minha eternidade
Iluminando
O meu caminho
E fim

Dando a incerteza
Tão passageira
Nós viveremos
Uma vida inteira
Eternamente
Somente os dois
Mais ninguém

Eu vou de sol a sol
Desfeito em cor
Refeito em som
Perfeito em tanto amor

Apareceu a margarida (ou cara de pau mode on turbo)!

Primeiro e antes de tudo, eu sei que eu sumi do mapa sem deixar rastro. Sorry.

Mas a vida, vez ou outra, chama a gente pra briga, né?

E a gente, que num é feita de quina nem de gelly, vai lá, se vira e encara a parada…. Mooorta de medo, dando uns passinhos no escuro, meio tateando pelas paredes… Até que vem primeiro uma sensação, depois a consciência de que a gente dá conta e… Txarãn: olha no olho do bicho e topa de frente.

E num é que a gente, ganhando ou perdendo, sai vivinha da silva sauro, menina?

Então, tou de volta. Vivinha, magrinha, cheia de novidade. Hahahahaha

Cê quer saber quem ganhou?

Ah, eu também…

Tava com saudade já.

Beijos

***

Eu fico vendo como me comporto, de um jeito meio “esquizo” mesmo, sabe?

Como se fosse outra pessoa me observando.

E eu sou tão terrivelmente treinadinha pra tentar controlar as coisas que até eu me irrito. Sério.
Daí que a briga maior tem sido a da não expectativa, do não controle, do deixar rolar e pronto, sacou?

Mas no meio do caminho sempre tem uma arapuquinha, camarada. Ah como tem! Aliás, por um bom tempo, me considerei especialista em ME armar arapucas. Isso mesmo. Era para mim mesma que eu fazia. Depois caia naquela de “oh, vida! Oh, azar!”. Mas já parei com isso, só a titulo de atualização do ‘Bela versão 2010’, ok?!

E foi numa dessas que eu despenquei, colega. Tipo ladeira abaixo e sai da frente que num tem freio, ta ligada?

Entonces, descida íngrime… Tou subindo aos poucos. Mas quem já andou comigo no mato sabe que eu sou boa de subida. ADORO. E subo cantando.

E, como não podia deixar de ser, guardei numa caixinha lindinha e toda douradinha os tickets e as fotos e os sons e os cheiros dessa última viagem. Ficarão comigo. Valem ouro mesmo. E servem pra me lembrar, quando tudo que restar for só a beleza e uma saudade mansa, de cada passo dessa história.

Ah é, eu adoro um souvenir. Mesmo aquele cafoninha com purpurina dentro. Esse mesmo que vc ta pensando! Que é lindo e não serve pra na-da! Hahahahahaha

Beibes, I’m back!