Arquivo mensal: setembro 2010

Assim, nem o Google…

Fiquei intrigada. O meu blog tem uma ferramenta que me mostra a partir de quais termos de pesquisa uma pessoa cai aqui.

Uns devem ficar satisfeitos e até comentam. Outros devem realmente achar um saco.

Mas e se a criatura procura “cartaz pai de santo cura + abraço + costura”… assim mesmo, tudo junto e misturado?

Eu só consigo imaginar que um nego carente quer fazer um vodu, mas esqueceu o nome do feitiço, né?

Eu acho que botar amor na causa deve resolver, viu, pesquisador baratinado?

E se o caso é ocupar as mãos e o tempo: olha que bonitinho o bonequinho ai de cima! #ficadica

***

Updayting:

Ganhei o caderninho mais lindo do mundo todo!!

Ó:

***

Asamigatudo foram e voltaram da Europa, né?

To vendo as fotos e tomando floral… Acho que vou recorrer a um Rescuezinho básico no fim do dia!

As abusadas bateram perna na Itália até não terem mais pés… ai ai, viu?

E era verão e tava quente e minha sorella ciceroneou todo mundo!

Rescue são 4 gotas, 5 X ao dia, né?

Tá.

Anúncios

Da chegada do amor…

– De Elisa Lucinda –

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o “garantido” amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.