Arquivo mensal: maio 2013

De molho, no Dia do Silêncio

image

Fui literalmente atacada por uma sinusite… Os chineses dizem que é choro mal chorado. Eu, que é ar condicionado. E mais não digo porque hoje é dia de calar. ######################## Os dias estão muito cheios de nuvens pra essa época do ano… Já foram mais azuis. ######################## Gaia & Baru, meus cães, enlouquecem quando estou em casa de dia… Mas se eu adoeço, Gaia me segue e quer porque quer ficar dentro de casa, me olhando, me cuidando, tirando minha temperatura, me dando remedinhos. 😉

Terra, terra… geminianos ou roda viva…

Minha amiga Maga Meg me disse em português claro que meu  ascendente em gêmeos me faz ser uma capricorniana “atípica”. Ela é doce, por isso não disse logo: “minha filha, tem quantas ai dentro?!” ou  “comé que alguém te entende??”

Nas voltas que o meu mundinho particular já deu, aprendi que é por esse molejo-mutante, pelo poder de me recriar e reinventar que eu me salvei. Sempre. Ave jogo-de-cintura-geminiano!

Mas quem me define é meu amado Murilo Mendes. Muito melhor do que eu mesma a mim.

 

Cantiga de Malazarte

Eu sou o olhar que penetra nas camadas do mundo,
ando debaixo da pele e sacudo os sonhos.
Não desprezo nada que tenha visto,
todas as coisas se gravam pra sempre na minha cachola.
Toco nas flores, nas almas, nos sons, nos movimentos,
destelho as casas penduradas na terra,
tiro os cheiros dos corpos das meninas sonhando.
Desloco as consciências,
a rua estala com os meus passos,
e ando nos quatro cantos da vida.
Consolo o herói vagabundo, glorifico o soldado vencido,
não posso amar ninguém porque sou o amor,
tenho me surpreendido a cumprimentar os gatos
e a pedir desculpas ao mendigo.
Sou o espírito que assiste à Criação
e que bole em todas as almas que encontra.
Múltiplo, desarticulado, longe como o diabo.
Nada me fixa nos caminhos do mundo.

 

***************************************

 

Se liga no Roda Viva: TOM ZÉ!

Clica AQUI!
 

Renato Teixeira e as sutilezas

 

A arte coloca tijolinhos desordenados no meu espírito.

Eles se amontoam, formando volumes indefinidos… Mas lindos, musicais, letrados, bailantes, cheios de intensidade.

Creio que um dia serão a ponte, pro sujeito melhor que serei.

Na verdade, essa ponte deve ser simples e prática, sem ornamentos. Mas segura.

 

Ganhei a leveza desse moço ontem, a simplicidade dos sons, dele no palco, dos temas… A vida do interior… A relação com os filhos, a reverência à natureza. Tudo lindo. E simples.

 

Não é assim que deve ser?!