Começam em breve dois momentos importantíssimos no Brasil: Copa e Eleições.

Nossa Democracia tá dodói, mas ta viva! E os alucinados com banzo dos porões não conseguirão nada.

Surgirão, daqui pra frente, acusações de lado-a-lado, cada dia mais viscerais, injustas, sujas e baixas (e quase nunca verdadeiras), estratagemas, combinações, acordos surreais, tudo em nome da governabilidade e /ou da democracia, da liberdade política e de imprensa… Como em campanha adoooram fazer –  avec total aprovação e palminhas de uhuuu por parte dos candidatos e seus partidos. Aliás, deveríamos saber quem são estes sujeitos, os marketeiros, durante a campanha, não é?

Sim, porque não temos plataformas políticas REAIS há alguns anos. Só promessas publicitárias de campanha. E já que são eles os “cabeça” dessa parada… Deviam se apresentar, junto com os candidatos pra bater um papo e tal. Ai a gente poderia perguntar a ambos, se sabem que existe uma Função Social na profissão… Ou se dinheiro (e poder) justifica tudo sempre amém.

Não me entenda mal. Este não é um ataque aos publicitários e marketeiros, mas antes um desabafo pra lá de decepcionado, um muxoxo de tristeza e desesperança, sobre a falta de políticos de fato. Comprometidos, humanos, responsáveis, éticos e COM REPRESENTATIVIDADE (essa palavra caduca…).

A Copa tb vem ai… e pra galera do copo meio vazio ou das teorias conspiratórias, eu queria fazer uma pergunta: se em 1950 fizemos uma, por que não faríamos em 2014 mesmo??

Hum?

Tá certo que a TV diz todo dia que as obras não acabaram, que a Fifa vai suspender, que a cidade tal não terminará a tempo, que a obra tal foi superhiperultra superfaturada( como se só estádios o fossem)… Apesar de terem assinado a exclusividade de cobertura dos Campeonatos de futebol do mesmo jeito de sempre e achando lindo que estes coliseus caibam cada dia mais público (mas disso não se fala).

Ai vem os jornais e dizem também que a polícia é truculenta e terrível e atira e mata. E temos Claudias e  Amarildos às pampas, sem que nenhum de nós sequer sonhe! São aqueles que não entram nas estatísticas… todos-os-dias. Mas a TV precisa te contar tudo que aconteceu com a Cláudia, 345 vezes numa semana, no começo do seu dia, no seu almoço ou antes que você se deite. E por que será? Que linha editorial é essa? Será que eles finalmente entenderam que a Cláudia merece o mesmo tratamento que a filha da Glória Peres?!

Não. É pra você saber com quem está falando, amigo. E que se você for pra rua, se manifestar, é com eles que vai encontrar. Tendeu?  

Ah mas o cinegrafista amador  e a Mídia Ninja tão ai mostrando tudo… Foi por isso que eles tiveram que fazer a matéria, pq ia vazar e ai eles iam tomar a bolada nas costas. Ah, cê jura?

Se eu te contar o sem número de boladas nas costas que se toma numa redação e o editor-chefe  nem treme…

O que eu acho mesmo é que falimos na tentativa de contar a nossa história, do nosso país e do nosso povo, com a responsabilidade de formar cidadãos críticos, bem alimentados de conhecimento, via meios de comunicação… Tudo virou uma grande ficção movida exclusivamente pelo dinheiro=poder politico.

Teremos Copa. Teremos Eleições. Teremos gente se manifestando. E essa gente vai meio que nem cego em tiroteio, reclamando dos mega eventos, reclamando da Fifa, da educação, do transporte, da saúde, mas reclamando por um tratamento cidadão em todos os aspectos, porque a manifestação mais importante é a da insatisfação, da indiganação generalizada, mesmo que eles não saibam o que fazer com isso, já que a Educação e a Mídia formaram consciências franksteinianas. E sobre isso tudo teremos a mídia contando nossa história do mesmo jeito dela de sempre: fragmentado, enviesado, tendencioso e, sobretudo, irresponsável, irmão-gêmeo dos sujeitos lá do primeiro parágrafo que fazem campanhas e pagam por elas (sem mencionar os financiadores).

Aí, amigos, o que nos resta é fazer uma força-tarefa pra assistir ao vivo, explicar, detalhar, clarear, compartilhar e tentar construir com os nossos filhos, amigos e colegas um relato mais fiel dos acontecimentos, pra que a gente possa, quem sabe juntos, encontrar caminhos alternativos, respostas, esperanças.

Essa colcha de retalhos ta feia… e com a tática da bomba ninja a cada novo aperto de quem importa a eles… a gente tá ficando esquizofrênico.

É que eu tou exausta. Não sei você.

E ai?

Topa?

Me diz o que você sente?!

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Um comentário sobre “O que você sente quando… ou @copa et @eleições 2014

  1. Bom Gabi.. Eu sei que vc condenará essa minha atitude, mas eu deliberadamente escolhi alienar-me disso tudo aí. Eu fui naquele primeiro movimento que teve no ano passado, aquele que subiu no congresso. Não porque eu acreditasse nele, mas porque eu queria tentar acreditar. Não consegui.

    Agora, com toda honestidade, eu me sinto um pouco como o Nowhere man dos Beatles:

    “He’s a real nowhere man,
    Sitting in his Nowhere Land,
    Making all his nowhere plans
    for nobody.

    Doesn’t have a point of view,
    Knows not where he’s going to,
    Isn’t he a bit like you and me?”

    É como me sinto. Mas, se vc estiver com algum plano mirabolante de informação fora dos cabrestos, e precisar de alguma ajuda técnica, estamos aí.

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