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Coisas de Caio

Caio e a garrafa que chateia

“Manhê, essa garrafa chateia!”

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Tompete e Laerte



Caio pediu pra comemorar o aniversário (03/01) no fim do ano, com os amiguinhos do colégio. Mas quer uma roupa de Elvis e toooda a trilha sonora idem.
Foi assim…

Tava tudo tudo sendo decidido – até que chegamos à trilha sonora do “evento”.
A moça da casa de festa, bem simpática e atenciosa, deu mil sugestões.
E eu lá concordando com umas, reclamando de outras, quando se dá o seguinte diálogo :

Caio: Mãe, eu quero só as músicas do Elvis.
Eu : – Que Elvis, amor? Elvis Presley?
Caio:É, mãe. Aquele com o ‘tompete’ que nem uma onda do Hawai! E quero a roupa dele também, com aqueles “negócios brilhantes”.
Eu (pas-sa-daaaa):Filho, quem te mostrou o Elvis?
Caio:Eu fiz uma pesquisa no Youtube! Eu adoro ele. Só quero música dele no meu aniversário, de mais ninguém.

Tá bom procê?

***

O Laerte tem um blog! Uiaaaa:

Eu sinto saudade da Rê Bordosa e dos Escrotinhos…

O primeiro email ninguém esquece

(AUTORETRATO: Caio fazendo a sobrancelha do Jack Nicholson,
“o moço engraçado que não pisa nas linhas”)


Cê lembra do primeiro email da sua vida?
O que eu mandei ou recebi, o primeiríssimo, não lembro de jeito nenhum.
Mas o primeiro do meu filho caçula, eu nunca mais vou esquecer.
Olha bem pra isso:

“Mamãe aqui é o Caio seu filho eu te amo”

Ploft.

Tatu do Bem*

* melhor adesivo de carro dos últimos tempos. Com a Imagem do tatu, craro!

Questões ardentes me impedem de vir aqui, quéridos. Latentes, urgentes e flamejantes. Mezzo inferno, mezzo fogueira das vaidades, por supesto. Nada de muito interessante, a não ser pra mim, nesse meu mundinho de coisas agitadamente mal colocadas, pessimamente e injustíssimamente mal distribuídas.

Outro dia um amigo disse assim: “você continua nessa sua missão diária de embalar atritos e ninar desastres?” E eu rodando outro pensamento na plataforma anexa: é…e mais que tudo e principalmente me esquivando da loucura…porque é só isso mesmo. Não tem como escapar em definitivo. Corre prum lado, esconde atrás da pilastra e deixa-A, A louca, passar correndo. Pra depois ela retomar o prumo e voltar com tudo. O que só me dará o tempo exato de dar meia abaixadinha, com uma virada de quadril pro ladinho… e deixar La Lôca passar de novo, raspando, tirando tinta… A tentativa é só essa: Escapar.

***

Saudade morninha de ter sossego.

***

“Menino, é bom ficar de olho ai
Que tudo é desse mundo
Surpresa também
Espinho é bem mais fundo
Destino também
O amor tá quase mudo
Minha voz também
Cruel é isso tudo”

(CRUEL – Luiz Melodia e Escola de Música da Rocinha)

***

Vi Beijo Roubado, the movie, de Wong Kar Wai, com o deslumbramento do Jude Law e a foufa da Norah Jones.
Fias,
vejem bem, traz a mais nova cena inesquecível de beijo de filme da história de Ruliúdi!
Tem os zói dele, o cabelo dele, a boca dele, as mãos dele e a voz dela. É um filme que te faz orar por uma nova tecnologia com aroma, sacumé?
Ah, porque eu dava tudinho pra sentir o cheiro daquele lugar, daquele cigarro, daquele cangote!
Tipo assim: pra ver sem desgrudar. Não, não dá vontade nem de comer pipoca.
Talvez um chocolatinho no final. Ou uma Blueberry Pie com uma bola de sorvete… (suspiros)

***

Eu tenho siricotico azul quando não lembro de uma coisa. E o Seu Jaime não me permite lembrar onde txongas foi que eu vi o Heath Ledger declamando Cummings. E essa meleca de YouTuba não me respeita, né mesmo?
Mas é de desmaiar. Assunte pelaê.
E me mande se achar, okey dokey?

***

Beibe, que horas são?
23h.

Onde ocê ta?
Me bôi a mi casita.

E ta fazendo o quê, uai?
Nadica.

E ce sabe que dia é hoje?
Um-hum… é Sexta.

E a amizade animadora do outro lado da linha responde: “NÚ!”

…Tu … tu … tu… tu ….

***

Caio: Mãe, cadê O passeio de Catxoro?
Eu: Cadê o quê, menino??
Belinha gaguejando de tanto rir: Tia, é “A Viagem de Chihiro”!

Pitadinhas de delicadeza

Post Secret

Davi, meu sobrinho lindo comemorou os três anos ontem. Eu cheguei na festa e ele estava com febre. Fui dar um beijinho e disse:

– Cachorrinho, vc tá com febre?
– Tia Belinha, eu não sou cachorrinho, sou menino grande.
– ô, meu amor, eu chamo assim de cachorrinho só quem eu amo muito, tá bom?
– Tá bom, cachorrinha.

***

Caio (6 anos) acorda, na MINHA cama – depois de uma longa labuta na noite anterior pra que dormisse na cama DELE -, olha pra mim e diz:

– Bom dia, mãe! Essa foi uma enganada da boa, hein?
– Ah, mas é muita cara de pau, filhote, era o que me faltava…
– …enganação BOA, eu disse, mãe, só de amor!

***

Belinha (10 anos) entra lá em casa e diz:

– Tia, me pinta pra uma festa?
– Claro! Vá se vestir, que depois eu faço sua maquilagem.

(sai correndo e volta num vestido esvoaçante roxo!)

– Belinha, esse vestido é seu?
– Antes não era. Agora é só eu querendo ser minha irmã* um pouquinho.

*que tem 16 anos!

A lógica dos alimentos

Meu filho caçula chega em casa com uma folhinha de papel, me entrega e, subitamente, o dever de casa dele torna-se meu. A professora quer saber o que ele acha das aulas de culinária, mas quem tem que responder sou eu.

Mau começo a perguntar e ele fica muito animado falando do assunto. Diz que as aulas eram “muito legais, maneiríssimas, massa pra caramba” e desfia o longo repertório pra dizer que ele gosta muito de aprender a cozinhar.

Tive que usar um pouco mais de habilidade pra tirar dele os porquês. Mas, como era de se esperar, ele logo tasca uma frase inesperada: “- mãe, o que eu mais gostei dessa aula, é que eu descobri a lógica dos alimentos.”

Eu: – Lógica dos alimentos, como assim, meu amor?

Caio – Ué, mãe, eu não sabia como se faziam as coisas. Tá sempre tudo na mesa e eu achava que algumas coisas já nasciam prontas, daquele jeito que elas são quando a gente come. E não é assim. Você sabe, né?

Eu: – …Ah é. Sei, sei… claro. Mas o que era que você pensava que já tinha nascido assim? Dá um exemplo.

Caio: – Por exemplo, o croquete!

Eu: – Como assim o croquete?

Caio: Sei lá. Eu achava que tinha um pé ou um bicho que botava o croquete, daquele jeitinho, já pronto.

E caímos os dois na risada.

***

Amadas,

eu ando longe de vocês, mas ainda mais saudosa do que nunca!

Não tenho conseguido entrar no gmail nem pra ver se tem alguma coisa urgente.

Mas se tudo der certo, eu serei a mais nova possuidora desse bichin fofolétimo:

http://www.reda-ek.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/asus_eee.jpg

E ai, “que solidão que nada!”

***

Ando terrivelmente sem tempo e meu corpo já se ressente da correria. Garganta arranhando, olhos pesados. Nas últimas noites dormi muito pouco e muito mal…ou por muito trabalho real ou por muita função cerebral, sabe como?

Um saco a segunda opção! Ô coisa sem utilidade, sô!

Tô numa canseira muito louca da pesada*, ó

*ando até citando Mana Inara.
Críticoooo!

Ataque de amor

Caio me olha, me agarra e diz: – Mãe, eu te amo tanto, tanto, tanto!

Eu: – Quanto?

Caio: – Demais, demais, até explodir meu coração! (Abrindo os bracinhos e fazendo com as mãozinhas o gesto maior que ele consegue) E mesmo depois que ele explodir eu ainda vou te amar. Sabe por que?

Eu (disfarçando o choro): – Por que?

Caio: – Porque os pedacinhos de amor vão ficar voando pelo universo!

Como é que a pessoa não tem um ataque de Felícia depois disso?

***

Bobagem pra fechar a sexta-feira:

Você conhece a ALFISINA?

Não?

Olha que conhece!

Não tá a ligaire o nome à p’ssoa…