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cafeina, insônia e lirismo na madrugada (amém!)

Passei uma noite mezzo adormecida, sacumé?

Se não fosse o que me aconteceu na madrugada, diria que foi uma noite mal dormida… Mas escrevi um bocado de coisa. Matutei outro tanto. Escrevi um pouco, li mais um tiquinho. Ai mandei pra quem devia… e recebi essas duas respostas:

Bendito café que ocupa a mentes dos apaixonados. Para os enamorados, a noite é uma porta que une almas e mentes. Mestre sala da permissividade. Os olhos traem o gesto, mas o meu olhar é absoluto quando encontra o seu. Só existem verdades.

Os gestos são decifráveis, são comestíveis, são devoraveis, pele da sua pele. Ao seu lado eu me reciclo, me renovo, me permito. São estrelas reluzindo no meu pequeno mundo com enorme intensidade e que me fazem palpitar de alegria. Luz da esperança perdida que abarca todo meu universo.
Não tenho regras contigo, não as conheço.

E depois, um repente:

Andei tanto pela vida procurando por você
vem a vida e te mostra o que a gente fez  por merecer.
Já não esperava amar, me acostumei a conviver,
como toda a sinceridade tudo é vida com vc.

Agora, meu amor, acredite se quiser
sou feito santo, moço coberto de fé
andei tanto por ai, perdido que nem chipanzé
agora te pego no colo, sou seu para o que der e vier
Tanto tempo eu passei, agoniado sem saber
que ali, bem na esquina, eu iria me surpreender
pensei muito, muito mesmo, quase endoido de enlouquecer
agora na minha vida, posso gritar para todo mundo
que só tenho uma rainha, e essa rainha é você.

Quer dizer… num tem como chamar uma noite dessas de ruim, n’est pas?

âp-deitingue

Depois da noite de ontem (incautos perguntarão: “por que? que noite?”. Pois… Aquela mesma, em que pra mim foi dia e não teve nada da crise financeira que abala the hole world, já que meu rico dinheirinho mal dá pra comprar frutas frescas, calcule o que dele sobrou pra comprar “papel podre”), ler esta matéria da BBC me deixou tããããão feliz: ‘Mito’ da falta de sono é preguiça intelectual, diz especialista.


Fundamentada na minha educação suiça, digo, do alto de toda a minha finesse: -Rápaporra!

O pior de tudo é que a entrevista é interessante, só o caro colega jornalista que se perdeu no lead e na manchete…

Insônia

(Ela me trouxe pra casa… veio alumiando o caminho todo. Serena. Linda. Cheia. Ela.)

Taí um negócio que me tira do sério…

Como a pessoa pode simplesmente não dormir?

Se deita na cama, rola, enrola, lê, fecha o livro, liga aTV, se cobre, se descobre, desliga a TV, levanta, toma água, deita de novo, acende a luz, lê mais um pouco, se estira, respira, fundo, mais fundo, relaxa, põe o livro de lado, desiste, levanta, faz um chá, toma, lava a caneca, enche outro copo d’água, pensa que pode ser água demais pra uma madrugada só na mesma bexiga, deita, cobre, vira de lado, pra cima, escuta os filhos ressonando, ouve o barulho da rua, vira de barriga pra baixo, ouve os filhotinhos da Gaia reclamando, vira do outro lado, levanta, vai ver o que é, passa na sala, pensa num DVD, desiste, abre os armários, pega uma bolacha, volta pro quarto, desiste de sofrer e vai pro computador escrever bestagem.(olha bem lá embaixo que horas são!)

Coisincrível, né?


***

Da série: Um poeminha na madrugada.

Sossega Coração! Não Desesperes!

Fernando Pessoa

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.

Então, livre de falsas nostalgias,

Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!

Pobre esperença a de existir somente!

Como quem passa a mão pelo cabelo

E em si mesmo se sente diferente,

Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!

O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,

A grande, universal, solente pausa

Antes que tudo em tudo se transforme.


Dementação

(Carlos Ramón / clramon@yahoo.com.ar)

A gente percebe que a cabeça da pessoa não tá boa e anda severamente avariada quando ela, em meio a uma tempestade REAL, sonha com o amigo lindo e fofolucho…. na neve, de cachecol e luvas! Sendo que ela estava lá tb, num encontro delicioso, pero enigmático e sem razão de ser.

Como doido atrai lunático, o encontro em si aconteceu REALMENTE, no cerrado seco, dois dias depois, ocasionalmente, numa madrugada quentíssima de um sábado qualquer, em que os dois praticamente enraizaram no asfalto de tanto falarem, de pé.

Não bom!

A gente percebe que a pessoa está perturbada quando não há chá de “calomila” (como diz meu caçula) que a ponha pra dormir; quando o máximo de fome que a criatura sente se resume a uma garrafinha de água; e quando ela jura com todas as forças que entre 01h e 05h é praticamente meio-dia.

Nanananina.

E a gente conclui que a criatura avariada et prejudicada acima deu PT ( perda total, sem gracinha!) quando vê que ela resolveu arrumar TODOS os armários da casa (inclusas as prateleiras de livros e a as caixas de fotos desde 200A.C), às 2h da matina, de pantufas, pra não acordar o resto da família.

tsctsctsc

Mas como o pior sempre vem, a indivídua acima decide, depois de tudo acabado, que deve tomar um antialérgico, que afinal dá sono, porque mexeu em poeira demais… mas fica com medo de tomar remédio à toa e toma um…

CAFÉ!

Oh so extremely clever and highly skilled!