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RONALDO PAIXÃO

(Ronaldo na praia da “sorte”)

A gente herda um mundo de coisas de pai e mãe. O cabelo liso, a boca carnuda, um Wagner, Caetanos, vestidos puídos feitos à mão, regras, comportamentos, broches, poetas preferidos, padrões, sapatos, chapéus, sotaques. Aprende a tratar as pessoas, a ser gentil, a ter dignidade na derrota, a não ser besta na vitória, a dar valor ao que importa. Recheia a cabeça e o espírito com coisas que vêm claramente deles… Mas a gente herda, se tiver muita sorte, mais muita mesmo, um amigo precioso pra rechear o coração. Do tipo que desde sempre esteve lá, que já andava meio misturado na família, que aconselhava nas crises, comemorava as vitórias, dava livros de presente nos momentos de “retiro”, que reconhecia ao ver meus filhos uma emoção legítima, que tinha um olhar doce e indomável pro mundo… que tinha um espírito capaz de transformar, com poucas e certas pinceladas, o feio em alguma coisa que valesse a pena botar atenção. Um cara que olhava pro meu pai do jeito mais puro e verdadeiro, que sabia dizer que o amava. Que quando viu meu filho recém-nascido deixou cair uma lagriminha trêmula e um riso largo “que lindo esse gene dominante”. E esse cara, que de bônus me disse um dia que “nada na vida devia ser levado tão a sério que merecesse a minha infelicidade, nem mesmo a morte de um amor, nem a desistência, nem a falência do afeto ou a negação. Nada disso tem o direito de me fechar o coração”…esse cara morreu ontem (11 de agosto) de manhã, depois de ter repetido, ainda no domingo, uma única palavra, vezes sem fim: ” a sorte, a sorte, a sorte, a sorte.”
Meu pai escreveu o seu Réquiem.
Eu me calo.

RÉQUIEM PARA
RONALDO PAIXÃO

Sofro com a sua morte

uma das maiores desgraças

que se pode sofrer nesta vida.

Perdi alguém que me conhecia

e me perdoava. Alguém que me amava.

Com menos talento e generosidade,

eu também o conheci e o amei

– mas nunca precisei perdoá-lo.

***
A família de Ronaldo Paixão espera você para sua cerimônia de passagem, no dia 13 de agosto de 2008, às 10:00 da manhã, na Capela do Crematório Jardim Metropolitano. Cemitério s/n -Parque Araruama – Vaparaíso de Goiás.
RENOVAÇÂO

Já não falarei
de dor e de sofrimento
porque já não os sinto
em meu ser.

Falarei somente de um sentimento
que domina a mim
e a meu pensamento
do amanhecer até o anoitecer.

Falarei nisto, dia após dia,
neste algo, que agora sinto,e não sentia,
quando de minha vida
era o amanhecer.

Foi que passei por sobre o tempo,
caminhando contra o frio e contra o vento,
numa ânsia louca de viver.

Ronaldo Paixão, aos 13 anos – 1967

Tempo, Trabalho, Tititi, Sonho e Teletransporte

Tá aquele clima de sol com vento frio. Muito bom, se você estiver disposto a contrair uma virose ou a ter uma crise de alergia. Eu tenho espasmos só de olhar pela janela…só de abrir a mínima fresta…porque, nessa época, o vento é mau, mau, mau.

\o/ Aaaah, o novo trabalho começou!!! Cheio de projetos e desafios!!! Gente com a cabeça efervescente!!! Meninos do software livre dando mil idéias!!! Delícia!!!! \o/

Ai a sala vai ser fechada, porque as bancadas da Multimídia e da Fotografia ficavam no meio da redação. Muito barulho. Muita interferência, sem nenhuma necessidade. Uma coisa é interação, outra coisa é perturbação.

A pessoa é esperta pra caramba, né?
E trabalha no dia da obra, junto com a obra…o dia todo, dois dias todos. Resultado?
Uma crise de alergia mo-nu-men-tal.

No mesmo dia chega “uma pessoa virtual” (como disse meu caçula quando a conheceu!), que vem só passar o feriado e, depois de tanto tempo de tititi online, não era possível que a gente não realizasse o tititi ao vivo. Não era.

Eu teimei e fui, com o nariz querendo cair, e foi ótemo! A gente conversou muito, ela conheceu a família e os amigos. A gente ficou de papo até 2h30 da matina. Tiramos fotas!! Depois que ela mandar, eu posto.

Ela é uma fofoleta master top, como eu previa. É MESMO! Além de ser uma lindeza.

E acordei como? Com a âncora do Titanic no meio da testa. Sinusite gritando, nariz com rolha. E essa voz, pelamordedeus? Uma be-le-za.

Ai meu pai liga e conta:
“Minha filha, tive um sonho muito estranho, misturando muita gente e muita coisa. Mas você estava lá e nós tínhamos um Bistrô. Agora, olha bem o nome do Bistrô…
Sabe aquelas fachadas que são escritas com várias lâmpadas, que o nome é escrito com lâmpadas?
Pois é. O nome grande era SINATRA, assim com lampadinhas enfileiradas.
E, bem abaixo, em letra cursiva, provavelmente em neom:
não esteve aqui”.
Hahahahahaha. GENIAL!

Depois eu não sei de onde veio o sonho do Zeppelin …
***
Fui ver Jumper.
Pôxa vida, que decepcionante!
Assim, americaninho até o osso. Até o Samuel L. Jackson tá péssimo, que é tão bom em filmes de ação (vide os Tarantino’s que ele fez). Roteiro “bézimo”! E um fim, meu bem, que ó…nem sei…odiento. A ira me tomou no cinema, enquanto as letrinhas subiam, porque, basicamente, acabaram com o meu superpoder predileto. Eu fiquei chocada com o que uma cabeça alimentada a méqdôndis e quentuckisfrai pode fazer, com muito dinheiro(mas muuuuito meeeesmo) e a profundidade de um colherinha de mexer café.
Mas eu tenho cer-te-za que Robert Downey Jr. está na área pra me resgatar…com mão de Ferro!
Save me, Tony Stark!!!!