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I’m oh sooo lonely ou ai que drama, meu bem!

Ontem foi o meu primeiro dia de solidão do ano. Incrível, né?
Casa vazia, um silêncio, uma quietude, um certo incômodo.
Ai eu descubro que a agitação é minha, não tem outro dono aqui.
…desorganiza a minha rotina, na verdade, isso de não ter ninguém em casa.
Em certos momentos a sensação era de estar numa igreja vazia, sabe?
Até no telefone eu falava baixo, com medo de fazer um eco monstruoso.
O som nítido da rua me fez companhia na madrugada… uns filmes, uns livros e a quietude.
O resto da casa escura fica um pouco assustadora e parece que eu tenho 5 anos de novo, com medo de atravessar o corredor sem luz pra ir beber água. Medo besta, sô!
E eu fui fazer o quê, na minha insônia solitária?
Escrever, uai! Pra dar som aos pensamentos, fazer barulho, nem que seja com a caneta deslizando macia no papel.
Há muito muito tempo eu não temia o silêncio.
***
Amores, eu vou ali, repor minha falta de iodo que altera perigosamente o meu humor e tomar uma overdose de dendê, pra me salvar da falta de jogo de cintura.
Volto em breve…nem tão breve assim, graças a Deus! Janeiro, lá pro fim.
Fiquem ótemos!
E que 2008 seja O nosso ano!
Delicioso, desafiador, cheio de sucesso, com saúde e harmonia sobrando & sorrisos idem!
Beeeeijos

É de manhã, vem o sol, mas os pingos da chuva que ontem caiu…

Sábado de manhã, sol com nuvens, Caetano “cantando eu mando a tristeza embora…”.
Uma preguiça infinita, modelo daqui-eu-num-saio-daqui-ninguém-me-tira. Fome/gula de acordar comendo que nem uma francezinha (croissants e manteigas e queijos deliciosos e chocolate quente) e a manhã voa…dá uma estranha sensação de poutz, eu perdi a metade do dia.
…Mas é sábado, vai. E eu posso perder até o dia inteiro preguiçando, uma vez ou outra. Sem culpa (é, eu tento).

Ai eu lembro como eu gostava, quando era menina, de ficar deitava, num dia como este – nem frio, nem quente, fresquinho e gostoso -, só admirando as coisas ao meu redor. E ganhei dessa época um encantamento que eu tenho comigo, de ver as pessoas que eu amo fazendo coisas simples, como se fossem as mais importantes do mundo. E que, na verdade, são.

E eu fazia um joguinho mental absolutamente solitário, que era o de “dedicar” a cada tarefa de cada pessoa, uma música. Às vezes era engraçado. Mas como sempre fui besta e mole pra rir, rir sozinha também virou um dos meus esportes.

Fiquei vendo meu filho mais velho dando comidinha e água pra Gaia, nossa cachorrinha, de um jeito doce e, que eu me lembre, deve ser a primeira vez que ele faz isso sem ninguém mandar. Pensei que ele já ta assumindo a própria vida. Ele deu outros sinais disso já, com a escola e a namorada e tals. E com a curiosidade com a cozinha, que eu, particularmente, acho lindo e encantador.

E ele ganhou ares de moço, estabelecendo prioridades, fazendo escolhas que eu até hoje acho difíceis de fazer…como não querer ir a um almoço de família porque acho mais importante, neste momento, ver os meus amigos. E ele é libriano – o que por si só já embute na pessoa uma dificuldade de decidir – mas ele decide, escolhe e enfrenta com doçura os questionamentos de, por exemplo, não ir ver os avós, neste caso. Eu fico UAU, como diz a Mary W.

“Oh, meu amigo, meu herói

Oh, como dói saber
Que a ti também corrói
A dor da solidão
Oh, meu amado, minha luz
Descansa tua mão cansada
Sobre a minha
Sobre a minha mão
A força do universo não te deixará
O lume das estrelas te iluminará
Na casa do meu coração pequeno
No quarto do meu coração menino
No canto do meu coração espero
Agasalhar-te à ilusão
Oh, meu amigo, meu herói.”

Porque a solidão não é só tristeza, é também essa coisa de tomar decisões by yourself, né? E crescer não é indolor.